O mais recente levantamento do instituto Paraná Pesquisas para o Senado Federal pelo Rio de Janeiro, publicado no fim de abril, colocou um novo nome na disputa: Rogéria Bolsonaro (PL). E assim, quase que instantaneamente, a ex-esposa de Jair Bolsonaro (PL) e mãe de Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL) saiu do ostracismo para uma possibilidade real de candidatura nas eleições de 2026.
Essa foi a primeira vez que a matriarca foi testada em uma pesquisa eleitoral neste ano. E deu argumentos suficientes ao PL para alçá-la de uma eventual vaga de suplente para cabeça de chapa na disputa por uma das duas cadeiras da Câmara Alta que estão em jogo pelo estado do Rio de Janeiro.
No cenário em que aparece no Paraná Pesquisas — que considera o consolidado de primeiro e segundo votos dos entrevistados —, ela está entre as duas mais citadas:
- Benedita da Silva (PT): 32,3%
- Rogéria Bolsonaro (PL): 28,1%
- Pedro Paulo (PSD): 20,9%
- Márcio Canella (União Brasil): 19,7%
- Waguinho (Republicanos): 10,4%
- Marcos Dias (Podemos): 7,4%
- Helio Secco (Missão): 2,9%
- Nenhum/Branco/Nulo: 16,1%
- Não sabe/Não opinou: 7,6%
Este cenário não tem o ex-governador Cláudio Castro, que era o mais cotado pelo PL para disputar o Senado nas eleições de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, tornou Castro inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Castro afirmou que vai recorrer para estar nas urnas neste ano, mas o PL, segundo apurou a reportagem da Gazeta do Povo, estaria disposto a não arriscar uma candidatura que pode não se viabilizar juridicamente. Nem o PL nem Flávio Bolsonaro confirmam publicamente que Rogéria Bolsonaro é pré-candidata ao Senado. O assunto, aliás, não é tratado abertamente e fica restrito aos bastidores da articulação eleitoral para outubro.
Rogéria Bolsonaro pode ser a terceira da família a concorrer ao Senado em 2026
No curso natural que se desenhava no ano passado, Flávio Bolsonaro seria o candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro — o mandato dele se encerra neste ano. O lançamento da pré-candidatura dele à Presidência da República por escolha do pai mudou esse cenário e poderia deixar a família Bolsonaro sem um representante à Câmara Alta pelo estado fluminense.
Isso ao mesmo tempo em que há duas pré-candidaturas maduras da família. Carlos Bolsonaro deixou a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e se mudou para Santa Catarina para concorrer a uma das duas cadeiras do Senado pelo estado.
Michelle Bolsonaro (PL), atual esposa de Jair Bolsonaro, é nome praticamente certo na disputa no Distrito Federal. Eduardo Bolsonaro também seria candidato por São Paulo, mas a mudança para os Estados Unidos barrou esse plano.
O Senado seria o grande feito político de Rogéria Bolsonaro. Quando era esposa de Jair Bolsonaro, ela se elegeu duas vezes vereadora no Rio de Janeiro, em 1992 e 1996. Em 2000, já separada do então deputado federal, tentou o terceiro mandato.
O ex-marido, entretanto, não a apoiou e lançou Carlos Bolsonaro, com apenas 17 anos, para a Câmara Municipal. O filho foi eleito o mais jovem vereador da cidade e a mãe ficou pelo caminho.
Após Jair Bolsonaro ser eleito presidente da República em 2018, Rogéria Bolsonaro tentou voltar à vida política novamente como vereadora no Rio de Janeiro. Os 2.033 votos que recebeu em 2020, porém, não foram suficientes para um terceiro mandato.
Ela também não declarou publicamente o desejo de tentar o Senado neste ano. O máximo que expressou foi: “Faço o que for preciso por meus filhos”. Além disso, escreveu para Flávio, nas redes sociais, que “estou aqui para apoiá-lo e trabalhar muito pra que esse sonho [de ser presidente] se concretize.”
- Metodologia da pesquisa citada: 1.680 entrevistados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 21 e 23 de abril de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RJ-04997/2026.
Fonte: Gazeta do Povo

