
A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou o retorno do El Niño, que deve se intensificar no final de 2026. No Brasil, agências como Inpe e Inmet alertam para riscos de enchentes no Sul e secas severas no Norte, impactando a economia e o abastecimento de água no país.
O que exatamente é o El Niño?
É um fenômeno climático que acontece quando as águas do Oceano Pacífico, perto da linha do Equador, ficam mais quentes do que o normal por vários meses. Esse calor altera a circulação de ventos e a distribuição de umidade no mundo inteiro, mudando completamente o comportamento das chuvas e das temperaturas em diversos países, inclusive no Brasil.
Quais são os principais riscos previstos para o Sul do país?
Para estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o El Niño traz uma tendência de chuvas muito acima da média e temporais frequentes. Há um alerta real para o risco de novas inundações e enchentes, semelhantes às tragédias registradas em anos anteriores, além de um inverno com temperaturas mais altas e menos geadas.
Como as regiões Norte e Nordeste devem ser impactadas?
Diferente do Sul, essas regiões enfrentam o risco de secas severas e prolongadas. A falta de chuva afeta diretamente o nível dos rios — o que isola comunidades ribeirinhas — prejudica a pesca, a agricultura e aumenta consideravelmente o perigo de queimadas na Amazônia e na Caatinga devido ao calor excessivo e à baixa umidade.
O Sudeste e o Centro-Oeste também correm riscos?
Sim. Nestas regiões, o efeito mais sentido é o aumento das temperaturas e a ocorrência de fortes ondas de calor, principalmente na primavera e no verão. As chuvas tendem a ser irregulares: enquanto o sul de São Paulo e o Rio de Janeiro podem ter mais chuva, o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo podem sofrer com a estiagem.
Qual é a intensidade esperada para este novo episódio?
Meteorologistas indicam que há 63% de chance de este El Niño ser ‘muito forte’ entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Se isso se confirmar, ele pode entrar para o grupo dos eventos mais intensos já registrados desde 1950, o que exige atenção redobrada das autoridades em investimentos de Defesa Civil e sistemas de monitoramento.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Fonte: Gazeta do Povo
