quarta-feira, 17 junho, 2026

VÍDEO: Mulher vai ao hospital com dor nos rins e sai com bebê nos braços; entenda

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Silmara Aparecida tomava anticoncepcional, não tinha barriga e não desconfiava da gravidez silenciosa.

Balneário Camboriú (SC) – Uma moradora de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, viveu uma daquelas reviravoltas inacreditáveis da vida ao procurar atendimento médico de emergência. Sentindo dores intensas, Silmara Aparecida dos Santos deu entrada no hospital convicta de que estava sofrendo com uma crise aguda de pedra nos rins. No entanto, após passar pela triagem e avaliação dos médicos, ela recebeu a notícia bombástica de que, na verdade, já estava em pleno trabalho de parto.

O caso surpreendente aconteceu no Hospital Municipal Ruth Cardoso. O que Silmara acreditava serem as temidas cólicas renais eram, na verdade, contrações uterinas fortes na reta final da gestação. Pouco tempo depois do susto e do diagnóstico correto, nasceu Gabriel, um bebê completamente saudável, pesando quase 3 quilos.

Barriga discreta e uso de anticoncepcional

A mãe relatou que não fazia a menor ideia de que havia um bebê a caminho. Ao longo dos meses, ela não apresentou nenhuma barriga aparente que chamasse a atenção, continuou menstruando e tomando seu anticoncepcional rigorosamente todos os dias, sem apresentar os enjoos ou tonturas típicos de uma gestação.

De acordo com Ivanildo Ferreira dos Santos, coordenador médico do Centro Obstétrico da unidade de saúde, o caso de Silmara é um exemplo clássico da chamada gravidez silenciosa (ou gravidez criptográfica). Trata-se de uma condição rara onde o corpo da mulher não manifesta os sinais biológicos e físicos convencionais de uma gravidez, o que faz com que a gestação passe completamente despercebida até o momento do nascimento.

Corrente de solidariedade para o enxoval

Superado o impacto da notícia e com o bebê nos braços, Silmara se deparou com um novo e imediato desafio: ela não tinha absolutamente nada preparado para o filho, desde uma simples fralda até o berço ou roupas para a saída da maternidade.

A história rapidamente comoveu os funcionários do hospital, amigas e moradores da comunidade, que se uniram em uma grande rede de solidariedade. Em poucas horas, uma campanha voluntária arrecadou roupas, banheira, fraldas descartáveis e os produtos essenciais para garantir o conforto de Gabriel nos seus primeiros dias de vida.

Silmara, que já é mãe de Gustavo, de 16 anos, agora celebra com alegria e alívio a chegada inesperada do segundo herdeiro. Após o choque inicial na sala de parto, mãe e filho passam bem, receberam alta médica e já estão em casa cercados pelo carinho e apoio de familiares.

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Fonte: EmTempo

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