quarta-feira, 22 abril, 2026

Ranking da Aneel põe Copel nas últimas posições

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Boa leitura


O tempo médio que os consumidores do Paraná ficaram sem energia elétrica caiu em 2025. Mesmo assim, segundo ranking de continuidade do serviço divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 15 de abril, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) ficou nas últimas posições entre todas as operadoras do Brasil.

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Pelos dados divulgados, cada unidade consumidora ficou, em média, 7,17 horas sem luz ao longo do ano passado. As oscilações na rede e os cortes têm causado prejuízos e incômodos, especialmente pelo interior do estado. Entidades como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) criticam a possibilidade de reajuste iminente na tarifa.

Para montar o levantamento, a Aneel avaliou todas as concessionárias do país, divididas entre empresas de grande porte (com mais de 400 mil unidades consumidoras) e de pequeno porte.

O indicador utilizado é o Desempenho Global de Continuidade (DGC), que considera tanto a duração quanto a frequência das interrupções, ou seja, quanto menor o índice, melhor a qualidade do serviço.

O ranking é chamado de assimétrico porque compara o desempenho das empresas em relação às próprias metas, definidas com base em resultados anteriores. Na prática, o levantamento avalia o quanto cada empresa se aproxima e se distância da própria meta. Quanto mais acima do ranking, mais a empresa conseguiu diminuir o tempo proposto na meta.

No caso da Copel, a meta era de 8,15 horas. Como o resultado ficou abaixo disso, a concessionária cumpriu o objetivo, mas aparece apenas na 27ª posição nacional nesse modelo de comparação. Confira abaixo:

  • 1º – CPFL Santa Cruz – 0,54
  • 2º – Neoenergia Cosern – 0,56
  • 3º – Equatorial PA – 0,59
  • 4º – CPFL Piratininga – 0,60
  • 5º – Energisa PB – 0,63
  • 6º – Energisa RO – 0,64
  • 7º – CPFL Paulista – 0,65
  • 8º – Energisa Sul Sudeste – 0,69
  • 8º – Energisa TO – 0,69
  • 8º – Neoenergia Coelba – 0,69
  • 11º – EDP ES – 0,70
  • 11º – Energisa Minas Rio – 0,70
  • 11º – Energisa MT – 0,70
  • 11º – Equatorial AL – 0,70
  • 11º – Neoenergia Elektro – 0,70
  • 16º – EDP SP – 0,71
  • 16º – Equatorial PI – 0,71
  • 18º – Amazonas Energia – 0,74
  • 18º – Energisa SE – 0,74
  • 20º – RGE – 0,75
  • 21º – Neoenergia Pernambuco – 0,76
  • 22º – Energisa MS – 0,80
  • 23º – Enel CE – 0,82
  • 23º – Enel RJ – 0,82
  • 25º – Celesc – 0,83
  • 25º – Neoenergia Brasília – 0,83
  • 27º – Copel – 0,84
  • 27º – Light Sesa – 0,84
  • 29º – Equatorial MA – 0,86
  • 30º – Enel SP – 0,90
  • 31º – Cemig – 0,91
  • 32º – Equatorial GO – 0,96
  • 33º – Equatorial CEEE – 0,98

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O que o ranking quer dizer?

Segundo a Copel, esse tipo de ranking pode gerar uma percepção distorcida da qualidade do serviço. Isso porque a classificação não considera diretamente o tempo absoluto que o consumidor fica sem energia, medido pelo indicador DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), considerado o mais relevante no setor.

Na prática, de acordo com a companhia, distribuidoras com desempenho pior em horas de interrupção podem aparecer à frente de outras com resultados melhores.

No entanto, quando analisado por distribuidora, sem esse critério assimétrico, a Copel sobe para a 12ª posição. Já na comparação entre estados, o Paraná aparece como o quarto com menor tempo médio de interrupção no país, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Os dados da Aneel indicam melhora no serviço a nível nacional. No cenário, a média de interrupções por consumidor caiu de 4,89 em 2024 para 4,66 em 2025, uma redução de 4,7% de um ano para o outro.



Fonte: Gazeta do Povo

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