terça-feira, 9 junho, 2026

Suspensão vacina dengue Butantan: entenda os motivos

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Boa leitura



O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente nesta segunda-feira (8) a vacinação com o imunizante Butantan-DV em todo o Brasil. A medida preventiva ocorre após a identificação de reações severas e três casos graves, incluindo dois óbitos, que agora passam por investigação detalhada.

Quais foram os casos graves registrados após a vacinação?

Foram identificados três casos graves entre profissionais de saúde: uma mulher de 39 anos que se recuperou após ser internada em UTI com choque; uma mulher de 48 anos que faleceu com inflamação no cérebro (meningoencefalite); e um homem de 58 anos que morreu após um quadro de febre evoluir para falência cardiovascular. Apesar do alerta, as autoridades ressaltam que ainda não há confirmação de que as mortes foram causadas diretamente pela vacina.

Qual era o público-alvo que estava recebendo o imunizante?

A vacinação estava concentrada em profissionais da atenção primária à saúde de todo o país e em moradores de 15 a 59 anos de cidades específicas: Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e a região de Araguaína (TO). Ao todo, foram aplicadas 501 mil doses entre o início das aplicações em janeiro e o final de maio de 2026.

O que as pessoas que já se vacinaram devem fazer?

Quem tomou a vacina há mais de 21 dias não precisa se preocupar, pois o período de circulação do vírus no organismo (viremia) já terminou. Já quem se vacinou nos últimos 21 dias deve monitorar sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura ou sangramentos. Caso surjam esses sinais, a orientação é buscar atendimento médico imediato e informar sobre a imunização.

A vacinação com a Qdenga também foi interrompida?

Não. A vacinação com a Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, continua normalmente no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O sistema de farmacovigilância monitora todos os imunizantes e, no caso da Qdenga, ajustes na bula já foram feitos anteriormente para garantir o uso seguro após relatos de reações alérgicas raras.

Quais serão os próximos passos das autoridades sanitárias?

O Instituto Butantan e a Anvisa criaram um comitê de especialistas para analisar o histórico clínico dos pacientes, fatores de risco e possíveis erros de aplicação ou desvios de qualidade. As doses que sobraram devem permanecer guardadas em refrigeração adequada nos estados e municípios, mas não podem ser utilizadas até que a investigação seja concluída e novas orientações sejam emitidas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte: Gazeta do Povo

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