quinta-feira, 2 abril, 2026

Páscoa & Pets: perigos do chocolate para cães e gatos

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Médica veterinária Ádria Camila explica por que chocolate pode ser fatal para animais

Neste domingo (5), a Páscoa será celebrada com ovos de chocolate, doces e guloseimas. Contudo, o que é motivo de alegria para humanos pode ser um risco grave para cães e gatos.

Chocolate: um veneno para os pets

Segundo a médica veterinária Ádria Camila Souza da Silva, sócia-fundadora do Centro de Especialidades Cirúrgicas e Veterinárias (CECV), o chocolate contém cafeína e teobromina, substâncias altamente estimulantes que podem prejudicar a saúde dos animais.

“A concentração de teobromina nos chocolates é muito mais significativa que a de cafeína e, ao contrário do organismo dos seres humanos, o fígado dos cães e gatos não consegue metabolizar esse composto de forma eficiente. Muita gente pode pensar que só um pedacinho de chocolate é inofensivo, mas não é o caso, pois o item costuma ter de 1 mg a 9 mg de teobromina por grama. Ou seja, qualquer quantidade é capaz de comprometer a saúde dos animais”, explica.

Sintomas e riscos da ingestão

Foto: Divulgação

A ingestão acidental ou intencional pode gerar efeitos graves. “A alta ingestão provoca grande estímulo cerebral, podendo resultar em arritmias e até levar o pet ao óbito. Pets idosos, filhotes ou de pequeno porte são ainda mais vulneráveis”, alerta Ádria.

Mesmo que os tutores evitem dar chocolate, acidentes podem ocorrer. “O produto pode estar guardado em locais acessíveis ao pet, que se sente atraído pelo odor ou pela embalagem”, completa a veterinária.

Os sinais de intoxicação podem aparecer em até 12 horas e incluem vômitos, diarreia, hipertermia e convulsões. “Assim que perceber qualquer sintoma, leve o animal imediatamente a uma clínica veterinária, pois reações graves aumentam o risco de morte”, orienta.

Alternativas seguras para presentear

Para garantir a segurança dos pets, Ádria indica chocolates específicos para cães e gatos, encontrados no mercado. “São produtos formulados para o consumo animal. Entretanto, a melhor forma de proteger a saúde dos amigos de quatro patas é sempre consultar um profissional especializado antes de oferecer qualquer alimento”, finaliza.

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Fonte: EmTempo

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