quarta-feira, 10 junho, 2026

Pane interrompe parcialmente operações em aeroportos de SP

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Boa leitura


Uma pane na comunicação entre operadores e aviões interrompeu parcialmente as operações nos principais aeroportos de São Paulo na manhã desta terça-feira (2). Foram afetados os voos que partiam ou chegavam dos terminais de Congonhas, na capital paulista, e no internacional em Guarulhos, na região metropolitana.

Em uma nota à imprensa, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que houve interrupção temporária da comunicação por um problema técnico operacional externo, ou seja, de fora do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e que as operações foram restabelecidas rapidamente.

“A suspensão provisória foi motivada por um problema técnico operacional externo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para os aeródromos”, disse o órgão em nota à Gazeta do Povo (veja na íntegra mais abaixo).

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A concessionária do aeroporto internacional, a GRU Airport, afirmou que a interrupção ocorreu no Controle de Aproximação de São Paulo, enquanto que a Aena, do terminal de Congonhas, ressaltou que o problema ocorrido era técnico e atribuído ao Decea.

À Gazeta do Povo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que a interrupção parcial das operações foi causada por uma falha em um dos satélites utilizados pelo Decea, que apresentou uma “pane momentânea” em algumas frequências em uso pelo órgão.

“Houve um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos.  No caso das decolagens, em São Paulo, o Decea automaticamente transferiu as frequências em falha para frequências da torre de controle que estavam funcionando. Então, é importante deixar claro que em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, disse o presidente da Anac, Tiago Faierstein, em uma nota (veja na íntegra mais abaixo).

A reportagem procurou também o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e aguarda retorno. Ainda não há um balanço fechado sobre o impacto da pane nos voos.

Essa é a segunda paralisação envolvendo questões técnicas e operacionais nos aeroportos de São Paulo em menos de dois meses. Em meados de abril, um vazamento de gás em um órgão da FAB provocou a interrupção das operações nos terminais.

Embora não haja uma ligação direta entre os fatos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou na véspera que “será obrigada” a reduzir em 40% a fiscalização de aeroportos por causa do bloqueio de R$ 24 milhões em seu orçamento promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agência não atua na comunicação das aeronaves, atividade exclusiva da FAB.

O que dizem os citados

Veja abaixo o posicionamento da FAB sobre a paralisação das operações nos aeroportos paulistas:

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informa que, na manhã desta terça-feira (02/06), houve uma interrupção temporária das operações aéreas, nos aeródromos da região de São Paulo (SP). 

A suspensão provisória foi motivada por um problema técnico operacional externo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para os aeródromos. A FAB ressalta que as atividades já foram restabelecidas completamente.

Veja abaixo o que disse a GRU Airport sobre a interrupção das operações:

A GRU Airport informa que os pousos e decolagens no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foram momentaneamente suspensos na manhã desta terça-feira (2), devido a uma indisponibilidade no controle de tráfego aéreo em todo Estado de São Paulo, sem relação com o aeroporto. Reforçamos que as operações foram retomadas e  recomendamos que os passageiros consultem as respectivas companhias aéreas para mais informações.

Veja o que disse a Anac sobre a pane registrada mais cedo:

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) monitora de perto a ocorrência na terminal São Paulo nesta terça-feira, 2 de junho. Pelo contato constante com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Agência foi informada que a origem da falha nas comunicações de voo ocorreu em um dos satélites utilizados pelo Decea. Esse satélite é um equipamento contratado pelo Comando da Aeronáutica (Comaer), que apresentou pane momentânea em algumas frequências operadas pelo Decea. Houve apenas um impacto breve das operações aéreas, que já foram totalmente reestabelecidas.

A Anac analisa os impactos operacionais causados pela ocorrência. Isso inclui atrasos, cancelamentos, passageiros afetados e redirecionamento de voos para outros terminais. Tão logo o levantamento seja concluído, a Agência apresentará os dados e avaliará medidas para a normalização gradual da malha aérea. 

Vale destacar que não houve interrupção completa das operações. “Houve um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos.  No caso das decolagens, em São Paulo, o Decea automaticamente transferiu as frequências em falha para frequências da torre de controle que estavam funcionando. Então, é importante deixar claro que em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, declarou o presidente da Anac Tiago Faierstein.

A Anac reitera que continuará acompanhando a situação e trabalhando para o reestabelecimento completo das operações.



Fonte: Gazeta do Povo

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