quinta-feira, 4 junho, 2026

“Eu fazia mamadeira e cantava para ela dormir”, diz mulher enganada por falsa adolescente de 12 anos

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Renata afirmou que criou um vínculo de mãe e filha com a suspeita, que fingiu ter 12 anos durante mais de um ano em Santa Catarina.

A mulher que acolheu Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, acreditando que ela tinha apenas 12 anos, relatou o impacto emocional causado pela descoberta da fraude. Identificada como Renata, ela contou que desenvolveu uma relação maternal com a suspeita, que viveu durante cerca de 14 meses em sua casa, em Joinville, Santa Catarina.

“Ela me conquistou. Eu fazia mamadeira pra ela, dava chupeta, fazia dormir, eu cantava musiquinha. Que vergonha”, desabafou.

A Polícia Civil prendeu Amanda na terça-feira (2) após descobrir que ela utilizava identidade falsa e se passava por adolescente para conseguir abrigo, alimentação e apoio financeiro. Além disso, as investigações apontam que ela aplicou golpes semelhantes em pelo menos sete estados brasileiros.

Relação de mãe e filha

Segundo Renata, a convivência diária fortaleceu os laços afetivos entre as duas. Por isso, a revelação da verdadeira identidade de Amanda causou surpresa e sofrimento para toda a família.

Ainda assim, Renata afirmou que não se arrepende de ter ajudado quem acreditava ser uma criança em situação de vulnerabilidade.

“Olhando agora dá vergonha, mas ao mesmo tempo eu tenho muito orgulho de mim, porque a gente oferece o que o coração está cheio”, afirmou.

Como Amanda sustentava a farsa

De acordo com a polícia, Amanda simulava comportamentos infantis para convencer as famílias. Para isso, utilizava mamadeiras, chupetas e afinava a voz. Além disso, dizia ser autista para despertar compaixão e fortalecer os vínculos com as vítimas.

Em Joinville, por exemplo, a suspeita chegou a ganhar uma festa de aniversário ao completar os supostos 12 anos.

Conforme a investigação, Amanda manipulava emocionalmente as pessoas que a acolhiam e conseguia que elas custeassem moradia, alimentação, roupas e até medicamentos.

Apoio a outras mulheres continuará

Apesar do trauma provocado pelo caso, Renata garantiu que continuará atuando em projetos sociais e ajudando outras pessoas.

“A gente não vai desistir de ajudar as mulheres. Não vamos paralisar os nossos sonhos, que é construir uma sociedade melhor para as nossas meninas e mulheres”, declarou.

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Fonte: EmTempo

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