A medida contraria uma determinação da justiça em que suspendeu a atuação da profissional por 12 meses
O registro profissional da técnica de enfermagem Raiza Bentes continua ativo no Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM). A medida contraria uma determinação da justiça em que suspendeu a atuação da profissional por 12 meses após a morte de Benício Xavier, de 6 anos, no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
Em dezembro do ano passado, o juiz Fábio Olintho de Souza determinou que o Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), Coren-AM, as secretarias estadual e municipal de saúde fossem oficiadas para garantir o cumprimento da suspensão dos registros da médica Juliana Brasil e da técnica de enfermagem.
Além disso, o magistrado determinou medidas cautelares contra Raiza e a médica. Entre elas, está o comparecimento mensal em juízo para justificar suas atividades. Elas também não podem deixar a Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial e devem manter distância mínima de 200 metros da família da vítima e das testemunhas.
A decisão foi tomada durante as investigações sobre a morte de Benício, em novembro do ano passado. Inicialmente, a criança deu entrada no Hospital Santa Júlia com suspeita de laringite. No entanto, segundo a polícia, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina de forma incorreta. Ela aplicou a medicação na veia, quando na verdade o protocolo indicava o uso inalatório. Em seguida, Benício sofreu seis paradas cardiorrespiratórias antes de morrer na unidade de saúde.
A equipe do Portal Em Tempo entrou em contato com o Coren-AM para obter informações sobre a situação, mas até o momento não obteve respostas.
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Fonte: EmTempo
