sexta-feira, 7 agosto, 2026

Campanha para eleição a governador de Minas começa imprevisível

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Boa leitura


A última peça que faltava no tabuleiro para a formação das chapas na eleição para governador em Minas Gerais foi encaixada, ou quase, nesta semana — e não é em uma posição como se esperava para concorrer ao governo do segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.

Indicado como preferido na intenção de voto do eleitor para o cargo de próximo governador em Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) “perdeu a oportunidade”, nas palavras do presidente nacional do partido, o deputado federal Marcos Pereira.

Como três presidenciáveis — presidente Lula (PT); senador Flávio Bolsonaro (PL); e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) — falharam em montar chapas com candidatos próprios fortes no estado, e sem o senador mineiro, o que sai das convenções partidárias é um cenário eleitoral completamente imprevisível, sem nenhum favorito claro ao Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas Gerais.

“Mesmo sem prova pública de uma barganha específica, a sucessão de movimentos produz a nítida percepção de que a principal candidatura de Minas está sendo usada como moeda de troca em negociações envolvendo alianças, palanque presidencial, chapas proporcionais e vagas ao Senado”, avalia o cientista político Samuel Oliveira, sobre as idas e vindas no Republicanos de Minas.