quinta-feira, 22 outubro, 2026

Outubro Rosa e a Saúde Feminina: Por que precisamos falar sobre incontinência urinária?

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Perda involuntária de urina pode comprometer a autoestima e a rotina, mas há opções de tratamento para melhorar a qualidade de vida.

Como médico urologista, aproveito o movimento do Outubro Rosa para lembrar que cuidar da saúde feminina vai muito além dos exames de rotina tradicionais e envolve também a atenção à incontinência urinária. Essa perda involuntária de urina pela uretra acomete mais de 40% das mulheres com mais de 40 anos, o que significa que quase metade das mulheres nessa faixa etária convive com algum grau de vazamento urinário no dia a dia.

No meu consultório, observo com frequência o impacto que essa condição causa na autoestima e na liberdade social das pacientes, mas é essencial reforçar que essa situação não deve ser encarada como algo normal do envelhecimento.

Os tipos mais comuns de perda urinária são a incontinência de urgência, caracterizada por uma vontade súbita e incontrolável de ir ao banheiro que muitas vezes não dá tempo de chegar a tempo, a incontinência de esforço, que acontece ao tossir, espirrar, sorrir, pular ou carregar peso devido ao enfraquecimento da musculatura que sustenta a uretra, e a incontinência mista, que combina os dois quadros no mesmo paciente. Entre os principais fatores de risco para o surgimento do problema estão o número de gestações, por conta do estiramento muscular e da pressão exercida na região pélvica, e o envelhecimento acompanhado da menopausa, quando a queda nos níveis de estrogênio acelera o desgaste natural dos tecidos do assoalho pélvico.

O diagnóstico começa de forma clínica com a história da paciente e o exame físico no consultório, podendo ser complementado por exames laboratoriais, ultrassonografia do trato urinário e pelo estudo urodinâmico para avaliar o funcionamento da bexiga e da uretra.

As opções de tratamento são variadas e muito eficazes, englobando mudanças no estilo de vida com perda de peso e diminuição de irritantes como café, chá e refrigerantes, além da fisioterapia pélvica para fortalecimento muscular, uso de medicamentos para relaxar a bexiga e procedimentos cirúrgicos para os casos de perda aos esforços. Se você identifica esses sintomas na sua rotina, procure um urologista e cuide da sua qualidade de vida.

Dr. Flávio Antunes é urologista, referência em infertilidade masculina. Com mais de 20 anos de experiência, atende no Urocentro em Manaus e é professor da UFAM. CRM-AM 4851, RQE 1178. Instagram: @drflavioantunesuro

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Fonte: EmTempo

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