terça-feira, 29 setembro, 2026

Zucco e Juliana Brizola ignoram caos climático no debate eleitoral

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Boa leitura


O Rio Grande do Sul entra na reta final para o primeiro turno das eleições, no domingo (4), em plena crise climática. Os temporais que atingem o estado em setembro já causaram destruição em centenas de municípios — as chuvas têm sido especialmente intensas desde a semana passada, com tempestades com granizo de grandes dimensões. 

Até o início da tarde da segunda-feira (28), a Defesa Civil estadual contava com 47 cidades afetadas, quatro pessoas feridas e mais de 31,2 mil impactadas pelas chuvas, vendavais e quedas de granizo desde sexta-feira (25). Desde o último dia 18, segundo a Defesa Civil, foram registradas 173 ocorrências em 167 municípios. Pelo menos quatro mortos estão confirmados. 

A Defesa Civil de Porto Alegre encaminhou ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo que peças de comunicação visual dos candidatos (os “wind banners”) sejam evitados até pelo menos esta terça-feira (29) na cidade —  o pedido foi aceito por causa da previsão de chuva forte e ventos de até 70 km/h, que podem causar acidentes.

A crise provocada pelo clima extremo no estado deve se prolongar por pelo menos parte desta semana, que já começou com previsão de instabilidade em diferentes regiões. A Defesa Civil do estado apontou áreas com risco severo para chuva intensa e volumosa, além de riscos de tempestades com queda de mais granizo e rajadas de vento. Nesta terça-feira, a formação e o desenvolvimento de um ciclone associado a uma frente fria devem manter a atmosfera instável.