domingo, 27 setembro, 2026

Solução de homicídios chega a 92% em alguns estados; média no Brasil é 39%

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Boa leitura


Uma cidade com cerca de 260 mil habitantes que ainda não registrou nenhum roubo de veículo, carga, no sistema de transporte público ou latrocínio (roubo seguido de morte) neste ano. É difícil de acreditar que seja no Brasil, mas é — além disso, fica no Rio de Janeiro, um dos ícones do país no que diz respeito ao descontrole da violência e descalabro da situação da segurança pública no Brasil.

Apesar disso, Volta Redonda foge ao clichê fluminense e tem chamado a atenção com bons resultados no combate à violência. De Norte a Sul do país, alguns lugares têm oferecido bons exemplos regionais no combate à criminalidade e podem servir de referência para o debate de segurança pública nas eleições deste ano.

Enquanto os homicídios caem em um canto e na média nacional, disparam do outro lado do país. Existem municípios onde os cidadãos nunca viram um fuzil, e outros onde essa presença macabra faz parte do cotidiano nas ruas de muitos bairros. Os furtos e roubos de celulares são uma espécie de “epidemia nacional”, ao mesmo tempo em que há lugares dentro das fronteiras nacionais onde a “doença” parece começar a ser controlada, enquanto em alguns (poucos) lugares, o vírus sequer chegou.

As disparidades regionais de violência num país continental

Com dimensões continentais, o Brasil apresenta diversas disparidades regionais quando o assunto é violência e segurança pública. Enquanto em algumas cidades, como São Paulo, usar um aparelho de celular na rua é uma atividade de risco, existem alguns “oásis” de segurança pública espalhados de Norte a Sul do país. Afinal, o que faz com que sair de casa seja uma atividade muito mais segura em alguns estados do Brasil do que em outros, para além do tamanho dos municípios?