quarta-feira, 29 julho, 2026

Trump recebe Zelenski e Netanyahu na Casa Branca para discutir guerras na Ucrânia e Irã

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta terça-feira (28) de reuniões na Casa Branca que podem influenciar os rumos de sua política externa em duas das principais crises internacionais da atualidade: a guerra na Ucrânia e o conflito no Oriente Médio.

O primeiro a chegar foi o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Ele foi visto na Casa Branca pouco depois das 9h45 (10h45 em Brasília) e deixou o local por volta das 11h no horário local. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter tido uma “boa reunião” com Trump.

O presidente ucraniano afirmou que os dois discutiram a concessão de licenças para a produção de interceptadores do sistema Patriot, além de “várias outras ideias que poderiam ajudar”.

Na sequência, Trump recebeu o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, para uma reunião também realizada a portas fechadas. Foi a primeira vez que os dois se reuniram desde o início da guerra no Irã há seis meses, em 28 de fevereiro.

Pouco antes de o conflito começar, eles se encontraram na Casa Branca de forma reservada. Segundo uma investigação do jornal The New York Times, foi nessa reunião que Netanyahu convenceu Trump e integrantes de seu governo a apoiar a intervenção militar contra o Irã.

A reunião desta terça ocorreu em um cenário de incertezas sobre a estratégia dos EUA para a região. Trump ainda não deixou claro se pretende priorizar uma saída negociada para o conflito ou ampliar o envolvimento militar americano.

Nos últimos meses, a relação entre os dois líderes teve momentos de atrito. Segundo o site americano Axios, Trump demonstrou irritação enquanto tentava costurar um cessar-fogo, ao mesmo tempo em que Netanyahu mantinha ataques contra aliados do Irã, expondo divergências entre Washington e o governo israelense.

Antes de embarcar para Washington, Netanyahu publicou nas redes sociais que o encontro abordaria uma ampla gama de temas, com destaque para o Irã. “Estou partindo para esta missão com um profundo compromisso de garantir a segurança, o poder e o futuro do Estado de Israel”, escreveu.

A ausência do vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, no encontro com Zelenski, em contraste com sua participação na reunião com o primeiro-ministro de Israel, chamou a atenção em Washington. Enquanto Trump se reunia com o líder ucraniano, Vance participava, no Capitólio, de uma cerimônia em homenagem ao senador Lindsey Graham, que morreu no último dia 11 em decorrência da ruptura de uma artéria.

Com a morte do senador republicano, o presidente ucraniano perdeu um aliado em Washington na defesa da continuidade da ajuda militar americana e do endurecimento das sanções contra a Rússia.

Conhecido por sua atuação em assuntos de defesa e segurança internacional, Graham foi um dos principais defensores do apoio dos EUA a Israel e da ampliação das sanções contra o Irã. No Congresso, liderava iniciativas para manter a assistência militar à Ucrânia e reforçar a pressão sobre Moscou.

Os EUA continuam tentando mediar negociações entre Rússia e Ucrânia, mas os esforços diplomáticos renderam poucos resultados nos últimos meses. A rodada mais recente de conversas, realizada no início de fevereiro em Abu Dhabi, terminou apenas com acordos para troca de prisioneiros e o compromisso de manutenção do diálogo. Desde então, a atenção da Casa Branca passou a se concentrar no conflito com o Irã, reduzindo o espaço para avanços nas negociações sobre a Ucrânia.

Apesar disso, os contatos entre Trump e Zelenski continuaram. Os dois se reuniram durante a cúpula da Otan, em julho, em Ancara, em um encontro considerado positivo por ambos os lados.

Na ocasião, Trump afirmou que permitiria à Ucrânia produzir seus próprios mísseis interceptadores, medida que pode reforçar a defesa do país contra ataques russos. Nas últimas semanas, Zelenski também conversou com enviados americanos, entre eles Steve Witkoff e Jared Kushner, para discutir alternativas que possam destravar um eventual processo de paz.

Trump também foi, assim como grande parte do gabinete, ao velório do senador Graham. Zelenski e Netanyahu também estiveram presentes. Durante o discurso de 14 minutos, o presidente americano afirmou que o senador morreu “fazendo o trabalho que nasceu para fazer”.

Graham morreu poucas horas depois de retornar de sua décima viagem à Ucrânia. Em seu discurso, Trump afirmou que o senador “nunca viu uma guerra de que não gostasse” e disse que ele acreditava que o destino dos EUA era vencer.

O republicano também relembrou as desavenças que manteve com Graham ao longo dos anos, incluindo o episódio da campanha de 2016, quando divulgou o número de telefone do senador. “O telefone dele explodiu”, disse Trump, antes de definir o senador como “a primeira pessoa a fazer você rir e a última com quem gostaria de brigar”.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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