domingo, 7 junho, 2026

Itamaraty negocia com UE após veto à carne brasileira

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O governo brasileiro tenta reverter a decisão da União Europeia de excluir o país da lista de nações autorizadas a exportar carne e outros produtos de origem animal para o bloco. A medida, oficializada pela Comissão Europeia na última sexta-feira (5), pode interromper as vendas brasileiras para os europeus a partir de 3 de setembro.

Em resposta à Gazeta do Povo, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que mantém diálogos com as autoridades europeias. A pasta, no entanto, informou que não divulgará detalhes das negociações em andamento para preservar a condução do processo.

“Há diálogos em curso com o lado europeu. Informa-se que este Ministério não se pronuncia sobre tratativas em andamento, com vistas a resguardar a boa condução do processo negociador”, afirmou a pasta.

A decisão da União Europeia foi motivada pela avaliação de que o Brasil não apresentou as informações exigidas pela Comissão Europeia. Segundo o bloco, faltam garantias de que os produtos de origem animal exportados pelo país atendem às regras europeias sobre o uso de determinados antimicrobianos na pecuária.

Com a exclusão, o Brasil deixará de estar habilitado a exportar para os europeus produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas. A restrição entra em vigor em 3 de setembro.

Quando anunciou a medida, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá voltar à lista de países autorizados assim que demonstrar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Demais países do Mercosul estão liberados

Enquanto o Brasil foi retirado da lista, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

Especialistas apontam que o Brasil tem dois caminhos para recuperar a autorização da União Europeia. O primeiro é restringir legalmente o uso dos antimicrobianos proibidos pelo bloco. O segundo é comprovar, por meio de mecanismos de rastreabilidade, que a carne destinada ao mercado europeu não contém essas substâncias.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, a União Europeia é o terceiro principal destino da carne bovina brasileira em valor exportado, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Considerando todas as carnes, o bloco europeu representa o segundo maior mercado para o Brasil, atrás apenas dos chineses.

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Fonte: Gazeta do Povo

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