Projeto Educa Saúde Ambiental capacita agentes de saúde em municípios do Amazonas
A Fiocruz Amazônia passou a incluir orientações sobre os riscos da esporotricose nas formações do Projeto Educa Saúde Ambiental, iniciativa voltada à capacitação de agentes de saúde em municípios do interior do Amazonas. A medida busca ampliar a prevenção diante do avanço da doença em diversas regiões do estado.
Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), o Amazonas registrou 321 casos de esporotricose entre janeiro e abril deste ano, distribuídos em 14 municípios.
As formações são destinadas a Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controle de Endemias (ACE) e profissionais de zoonoses que atuam na Estratégia Saúde da Família. O curso aborda temas relacionados ao monitoramento da qualidade da água, doenças de veiculação hídrica e os riscos de transmissão da esporotricose.
A doença é uma micose causada por fungos e tem os gatos como principais transmissores. A infecção pode atingir também cães, macacos e seres humanos, principalmente por meio do contato com feridas, arranhões ou mordidas de animais contaminados.
De acordo com a pesquisadora Ani Beatriz Matsuura, coordenadora do Projeto Educa Saúde Ambiental, o objetivo é combater a desinformação e ampliar os cuidados sanitários na região amazônica.
“Visamos reforçar a importância dos cuidados com a qualidade da água e a consciência sanitária na Amazônia. Incluir orientações sobre a esporotricose fortalece a formação continuada em saúde e ambiente”, destacou.
Além do contato com animais infectados, a contaminação humana também pode ocorrer por meio de lesões causadas por espinhos, madeira ou solo contaminado. Há ainda registros da doença entre profissionais da medicina veterinária, situação que levou autoridades de saúde a reconhecerem a esporotricose como doença ocupacional.
Capacitação em Parintins reuniu mais de 300 agentes

Uma das formações mais recentes ocorreu em Parintins, a 369 quilômetros de Manaus, e reuniu mais de 300 agentes de saúde entre profissionais das zonas urbana e rural, além de agentes de combate às endemias e zoonoses.
A coordenadora municipal de Vigilância em Saúde de Parintins, Elaine Pires Soares, afirmou que o treinamento fortalece a vigilância ativa no município, mesmo sem registros confirmados da doença até o momento.
O curso possui carga horária de 20 horas e já capacitou mais de mil profissionais em municípios como Manaus, Tefé, Manacapuru, Borba, Autazes e Parintins. Em maio, as formações seguem para Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte e Maués.
O Projeto Educa Saúde Ambiental conta com apoio da J&J Foundation e parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), FVS-RCP e Semsa Manaus.
*Com informações da assessoria
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Fonte: Em Tempo
