quinta-feira, 7 maio, 2026

Travessia por ferry-boat chega ao fim em Guaratuba

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A travessia de ferry-boat entre Guaratuba e Matinhos, no litoral do Paraná, foi encerrada na noite desta terça-feira (5). O encerramento das operações ocorreu por volta das 18h45, de acordo com a Internacional Marítima, empresa responsável pela operação do ferry-boat.

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O fim do sistema de travessia que funcionou por 66 anos foi registrado dois dias depois da inauguração da Ponte de Guaratuba, aberta para veículos desde o último domingo (3). Com investimento de cerca de R$ 400 milhões, a ponte tem 1,2 quilômetro de extensão.

Batizada de “Ponte da Vitória” pela gestão do governador Ratinho Junior (PSD), a estrutura reduz o tempo de travessia de cerca de 45 minutos para aproximadamente dois minutos, dentro dos limites de velocidade estabelecidos para a via.

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Segundo o DER-PR, a viagem antes do ferry-boat era feita em uma estrada de terra, que ficava quase intransitável em dias de chuva. O asfalto chegou apenas em 1966. Outra alternativa exigia travessia em pequenas lanchas da Empresa Balneária ou deslocamento até Matinhos para embarque em ônibus.

O início da atividade marítima foi na década de 1960, como solução de transporte para o litoral do Paraná. o primeiro ferry-boat de madeira media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e transportava até 12 veículos e cerca de 100 passageiros. A embarcação possuía dois motores GM de 130 cavalos.

“Esperamos que, com o fim da poluição da baía, os golfinhos possam voltar, como era antigamente, e tenhamos um complexo marítimo que atraia mais turistas”, afirmou o diretor da Secretaria do Turismo de Guaratuba, Marco Fedalto.

Complexo náutico terá marina e restaurantes na área do ferry-boat

O local das operações de embarque e desembarque será utilizado para a criação de um complexo náutico. De acordo com o governo do Paraná, a previsão é de que as obras comecem em 2027, por meio de um contrato de concessão. O prazo de execução será de até cinco anos, com investimento aproximado de R$ 100 milhões.

Durante a fase de construção civil do empreendimento, a expectativa é que sejam gerados 1.425 empregos. Posteriormente, na fase de operação da marina e dos espaços comerciais, a previsão é da criação de mais 695 vagas fixas.

O novo polo turístico e comercial ocupará um terreno com mais de 30 mil metros quadrados. A estrutura inclui estacionamento para 208 veículos, áreas de convivência, restaurantes, lojas e espaços para eventos.

A proposta prevê cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, com predominância de uso público. O principal destaque é a marina. O espaço terá 303 vagas molhadas para embarcações na baía e 400 vagas secas para armazenamento interno.



Fonte: Gazeta do Povo

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