sábado, 2 maio, 2026

VEJA IMAGENS: Múmia egípcia é encontrada com texto literário no abdômen

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Descoberta inédita em Oxirrinco revela papiro literário de 1.600 anos usado no processo de embalsamamento no Egito.

Al Bahnasa (Egito) – Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Barcelona realizou uma descoberta sem precedentes na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito. Pela primeira vez na história da arqueologia, foi encontrada uma múmia de aproximadamente 1.600 anos carregando um texto literário clássico — uma passagem da épica grega “Ilíada”, de Homero — fixado ao seu abdômen.

Um achado literário inédito

Diferente de outras múmias da região, que comumente apresentam papiros com fórmulas rituais e orações para o “além”, esta múmia da era romana traz o Livro II do poema épico grego. Mesmo fragmentado e em estado delicado de conservação, especialistas conseguiram identificar que os escritos referem-se ao famoso Catálogo de Navios.

Ainda não se sabe ao certo por que um texto literário foi usado no embalsamamento. Uma das hipóteses levantadas pelo pesquisador Ignasi-Xavier Adiego é que o papiro poderia funcionar como uma “assinatura” do embalsamador ou ter uma função simbólica de proteção para o falecido.

Línguas de ouro e restos misteriosos

A escavação em Oxirrinco, localizada a cerca de 200 km do Cairo, revelou ainda outras preciosidades em três tumbas de calcário:

  • Múmias com línguas de metais: Três corpos foram encontrados com lâminas de ouro sobre a língua, enquanto um quarto apresentava uma lâmina de cobre. Na tradição egípcia, acreditava-se que isso permitiria ao morto falar com os deuses.
  • Urnas com ossos mistos: Em salas anexas, os arqueólogos localizaram jarros contendo restos mortais carbonizados de adultos, ossos de bebês e até a cabeça de um felino, todos envoltos em tecidos.
Fotos: Ministério do Turismo e Antiguidades

Fase preliminar das pesquisas

Embora a descoberta seja fascinante, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito ressalta que as investigações sobre o papiro de Homero ainda são iniciais. O objetivo agora é entender se o dono da múmia era um estudioso da literatura grega ou se o uso do papiro foi meramente técnico durante o ritual funerário.

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Fonte: EmTempo

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