
“Vamos tomar medidas de retaliação. Serão duras”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, sem detalhar as ameaças, afirmando apenas que elas “serão desenvolvidas e implementadas” de acordo com os interesses de Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.
A porta-voz disse que Moscou “condena veementemente quaisquer medidas unilaterais ilegítimas e coercitivas” e que “cada vez mais países compartilham e apoiam essa posição”.
Maria Zakharova também criticou o mais recente pacote de sanções da União Europeia como uma “ameaça à segurança alimentar”, além de prejudicar a segurança energética.
“Os mesmos países que defendem com mais veemência a segurança alimentar estão tomando medidas para minar a segurança alimentar em nível global”, afirmou.
A União Europeia aprovou na quinta-feira, durante uma cúpula informal dos chefes de Estado e de governo do bloco em Chipre, um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, após a retirada dos vetos da Hungria e da Eslováquia, que vinham atrasando essas medidas.
O 20º pacote de sanções inclui a proibição de serviços marítimos para petroleiros russos e restrições a mais empresas de energia e bancos da Rússia, além de medidas para impedir a entrada de produtos sensíveis no país.
A Comissão Europeia havia proposto originalmente essas medidas restritivas em 6 de fevereiro, com o objetivo de alcançar um acordo entre os 27 países antes do quarto aniversário da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
Autoridades das instituições europeias chegaram a viajar a Kiev por ocasião da data, mas o anúncio do novo apoio à Ucrânia e da atualização das sanções contra a Rússia precisou ser adiado devido aos vetos de Budapeste e Bratislava.
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Fonte: Notícias ao Minuto
