domingo, 5 abril, 2026

Janela partidária muda mais de 20% da Câmara

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Impulsionada pela disputa eleitoral, a janela partidária terminou na última sexta-feira (3) com mais de 20% de trocas na Câmara dos Deputados. No entanto, esse número ainda pode crescer após a formalização de todas as mudanças.

Levantamento aponta ao menos 120 movimentações envolvendo deputados titulares. O cálculo considera dados da Câmara, informes partidários e anúncios feitos nas redes sociais até sábado (4).

PL amplia bancada e se fortalece

O Partido Liberal (PL) saiu fortalecido do período de trocas e alcançou 100 integrantes, consolidando-se como a maior bancada da Câmara.

A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu 99 deputados em 2022. Antes da janela, no entanto, contava com 87 parlamentares. Com isso, o partido recupera perdas acumuladas nos últimos anos e amplia sua força política.

União Brasil perde mais nomes, mas mantém posição

O União Brasil registrou o maior número de saídas: 28 deputados deixaram a legenda. Ainda assim, o partido conseguiu equilibrar parte das perdas ao atrair 21 novos integrantes.

Com isso, a bancada soma agora 51 deputados, sete a menos do que antes da janela, mas segue como a terceira maior da Câmara.

PT mantém posição mesmo com mudanças

O Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrou ao menos uma saída. A deputada Luizianne Lins deixou o partido após 37 anos para se filiar à Rede Sustentabilidade.

Por outro lado, o partido filiou Paulo Lemos, que deixou o PSOL. Dessa forma, o PT mantém a posição de segunda maior bancada, com 67 integrantes.

Outras siglas registram ganhos e perdas

As movimentações também deram novo fôlego ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que registrou 11 entradas e sete saídas, chegando a 19 deputados.

Já o Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou um dos piores desempenhos proporcionais, com apenas uma filiação e oito saídas.

Além disso, partidos como Partido Progressista (PP), Partido Social Democrático (PSD) e Republicanos registraram números semelhantes entre perdas e ganhos.

Entenda como funciona a janela partidária

A janela partidária dura 30 dias e, neste ano, começou em 5 de março. A legislação eleitoral permite que deputados federais, estaduais e distritais mudem de partido sem sofrer punições nesse período.

O princípio da fidelidade partidária determina que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato. Por isso, a troca sem penalidade só ocorre em anos eleitorais e até seis meses antes do pleito.

Após essa etapa, os partidos iniciam as convenções para definir candidaturas. Em 2026, o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

Senado também registra mudanças

As articulações políticas também movimentaram o Senado. Diferentemente dos deputados, ocupantes de cargos majoritários podem trocar de partido a qualquer momento, desde que respeitem o prazo mínimo de filiação antes da eleição.

O Partido Social Democrático (PSD) perdeu três integrantes. O senador Rodrigo Pacheco deixou a legenda para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Já Eliziane Gama migrou para o PT, enquanto Angelo Coronel foi para o Republicanos.

Por outro lado, o PSD ganhou Carlos Viana, que deixou o Podemos.

O PL também ampliou presença no Senado ao receber Sergio Moro e Efraim Filho, ambos vindos do União Brasil. No entanto, o partido perdeu Dra. Eudócia Caldas, que se filiou ao PSDB.

(*) Com informações da CNN Brasil

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Fonte: EmTempo

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