
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (3), relatórios médicos que apontam a necessidade de uma nova cirurgia no ex-presidente. De acordo com o documento fisioterapêutico, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e, após avaliação ortopédica acompanhada de exames complementares, há “indicação de tratamento cirúrgico.”
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, informou que as dores já estavam presentes antes mesmo da alta hospitalar, ocorrida em 27 de março. No dia anterior, Bolsonaro teria passado por avaliação com um especialista em ortopedia, que solicitou exames adicionais e indicou a realização do procedimento cirúrgico.
Desde então em prisão domiciliar, o ex-presidente apresenta limitações físicas importantes. Além da dor intensa, há restrição de movimento, com elevação do braço limitada a 90 graus, perda de força muscular e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, conforme descrito no relatório. “O paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido”, destacou o fisioterapeuta. Ele também apontou que a intensidade da dor tem dificultado a evolução do tratamento fisioterapêutico.
O relatório enviado ao STF faz parte da primeira atualização médica periódica exigida pela decisão que concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente está em casa desde 27 de março e deve cumprir uma série de restrições impostas pelo STF por um período inicial de 90 dias. Entre as medidas determinadas estão a proibição do uso de celular e a limitação de visitas, sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Atualmente, residem com Bolsonaro sua esposa, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino. Ele foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, por envolvimento em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.
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Fonte: Notícias ao Minuto
