O hospital conta com 34 servidoras pesquisadoras, 50 alunas bolsistas do Paic, e 150 alunas colaboradoras, que realizam pesquisas sobre câncer na Amazônia
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado nesta quarta-feira (11/02), a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), destaca a importância da presença das mulheres e meninas na ciência, especialmente na condução de pesquisas na área de oncologia e à saúde na Amazônia.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) visando sensibilizar a sociedade de que a ciência e a igualdade de gênero precisam de equidade, além de dar poder às mulheres e meninas para desenvolverem seu potencial criativo.
A FCecon possui 34 servidoras pesquisadoras, 50 alunas bolsistas do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), o qual é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), além de 150 alunas colaboradoras desses projetos, que realizam pesquisas sobre temas relacionadas ao câncer e à saúde na Amazônia
Segundo a diretora de Ensino e Pesquisa, Valquíria Alves, no contexto amazônico, a presença da mulher na ciência — especialmente na oncologia — é um ato de transformação social, científica e humana. Ela disse que na oncologia esse protagonismo se traduz em pesquisas voltadas ao diagnóstico precoce, à prevenção e ao cuidado integral, com especial atenção aos cânceres de maior incidência na região Norte, como o câncer do colo do útero e de mama.

Mapa Genoma Brasil
O Mapa Genoma Brasil é um dos diversos projetos desenvolvidos dentro na unidade hospitalar, o qual conta com a participação de três mulheres: Hilka Espírito Santo e Valquíria Alves – coordenadoras –, e Mylla Parente, enfermeira de gestão de dados.
O Mapa Genoma Brasil é um projeto nacional desenvolvido em parceria com o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, FCecon e Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS). Também participam instituições de capitais das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
No Amazonas, o projeto encontra-se no segundo triênio, e mais de 240 usuários – homens e mulheres – já foram atendidos, o qual tem como objetivo analisar as alterações genéticas relacionadas aos cânceres de mama, próstata e colorretal. Os resultados obtidos estão sendo analisados com informações clínicas, como histórico familiar e hábitos de vida.

Pesquisa
Segundo Alves, para participar do estudo, o paciente precisa do diagnóstico de câncer de mama, próstata ou colorretal e ser paciente da FCecon. Ela explicou que são analisados 106 genes pelo painel genético, e caso dê positivo para câncer hereditário, pode-se indicar até quatro familiares para realizar o exame.
“O mapeamento genético permite identificar pessoas com risco para o câncer hereditário. Esse tipo de ferramenta possibilita encaminhar os familiares para a prevenção e rastreamento antes da manifestação do câncer, diminuindo o risco do diagnóstico tardio. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento”, salientou.
Durante a pesquisa, de acordo com Alves, observa-se que a maior preocupação dos pacientes quando o mapeamento genético se apresenta alterado é com seus filhos, irmãos e pais, os quais não são pacientes da Fundação Cecon.
FOTOS: Eduarda de Sá/FCecon
