sexta-feira, 6 fevereiro, 2026

Injeções de ácido no pênis se tornam tema de discussão nas Olimpíadas

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A Agência Mundial Antidoping (Wada) afirmou que pode abrir uma investigação caso apareçam evidências sobre as alegações de que atletas do salto de esqui estariam injetando substâncias no pênis para obter vantagem esportiva. Em janeiro, o jornal alemão Bild publicou que alguns saltadores estariam aplicando ácido hialurônico antes de serem medidos para os trajes. A substância, que não é proibida, pode aumentar a circunferência do pênis em um ou dois centímetros, o que ampliaria a área de superfície do traje e, segundo a FIS, poderia melhorar o voo.

“Cada centímetro extra em um traje conta. Se o seu traje tiver uma área de superfície 5% maior, você voa mais longe”, disse Sandro Pertile, diretor de provas masculinas da FIS.

Durante entrevista nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, o diretor-geral da Wada, Olivier Niggli, afirmou não ter conhecimento do caso.

“Não estou ciente dos detalhes do salto de esqui e de como isso poderia melhorar o desempenho. Se alguma coisa vier à tona, iremos investigar e ver se está relacionada a doping. Não abordamos outros meios [não proibidos] de melhorar a performance.”

O presidente da Wada, Witold Banka, reagiu em tom de brincadeira: “O salto de esqui é muito popular na Polônia, então prometo que vou analisar isso”.

A FIS, por meio de Bruno Sassi, disse que não há indícios nem provas desse tipo de prática. Os atletas são medidos com scanners 3D e usam apenas “roupa íntima elástica e justa ao corpo”. As regras permitem tolerância de 2 a 4 cm e medem também a altura da virilha, com acréscimo de 3 cm para homens. O efeito do ácido pode durar até 18 meses.

O texto relembra tentativas anteriores de manipulação: em agosto, Marius Lindvik e Johann Andre Forfang foram suspensos por três meses após adulteração de trajes no Mundial de Trondheim, embora depois se concluísse que não sabiam do caso.

Milão-Cortina 2026 começa nesta sexta (6/2) e vai até 22/2, com estreia do salto em 9/2. O Brasil participa desde 1992 e terá 15 atletas em cinco esportes, sendo 11 nascidos no país. Lucas Pinheiro, Pat Burgener, Augustinho Teixeira e Giovanni Ongaro nasceram fora, mas representam o Brasil.

O texto também explica que o ácido hialurônico é usado em preenchimentos e pode gerar ganho de 1,5 a 2 cm, segundo Ubirajara Barroso Jr. Flávio Rezende afirma que 34 ml podem gerar 1 cm e que “Hoje é possível chegar a 3 ou 4 cm de ganho, dependendo do conhecimento técnico do profissional e da estética, para que a intervenção não fique perceptível”. O procedimento exige reaplicações e tem baixa taxa de complicações quando feito corretamente, mas especialistas alertam para riscos em autoaplicações.

“A gente vê casos de autoaplicação, como se fosse a mesma coisa que passar um creme no rosto. O pênis é um órgão único, cheio de vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas, com funções sexuais e urinárias”, disse Fernando Facio. Ele explica que, se aplicado no lugar errado, pode não surtir efeito, e em casos graves pode causar necrose ou embolia, com risco à vida.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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