
A consolidação de duas grandes rotas de narcotráfico, a Caipira e a Amazônica, transformou o Brasil em um polo central da cocaína. Operadas por facções, elas exploram a fragilidade das fronteiras com os maiores produtores do mundo para abastecer o mercado interno e a Europa.
O que é a Rota Caipira e quem a controla?
É a rota de entrada de drogas mais antiga do país, dominada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A cocaína entra pela Bolívia e Paraguai e é distribuída por uma malha de estradas secundárias e pistas de pouso clandestinas no interior de estados como SP, MS e PR. O objetivo é abastecer as metrópoles e o Porto de Santos (SP), principal ponto de envio para a Europa.
E a Rota Amazônica, como ela funciona?
Essa rota ganhou força na última década, sendo usada principalmente pelo Comando Vermelho (CV). Após a fiscalização aérea se intensificar, os traficantes se adaptaram, passando a usar a imensa rede de rios da Amazônia para escoar a droga. Existem pelo menos 16 “rios de cocaína” que ligam Colômbia e Peru a cidades como Manaus e Belém, de onde a droga segue para o mercado interno ou é exportada.
Como as facções organizam essa logística tão complexa?
Elas agem como “holdings” do crime, ou seja, como uma empresa-mãe que coordena, mas não executa todas as tarefas. A logística é terceirizada para grupos menores e especializados. A droga é dividida em pequenas cargas, em um método chamado de “gotejamento logístico”. Esse fracionamento, feito em cidades do interior, dificulta o rastreamento e reduz o prejuízo em caso de apreensões.
Qual é o papel do Brasil no cenário mundial do tráfico de cocaína?
O país se tornou um dos principais fornecedores de cocaína para a Europa, superando, em alguns anos, a quantidade enviada da Colômbia e do Equador. O Porto de Santos é considerado o segundo maior exportador mundial da droga, com base no volume apreendido. Além de corredor de exportação, o Brasil também é um grande mercado consumidor.
Qual o impacto dessas rotas no volume de drogas que circula no país?
O fluxo é gigantesco. As apreensões de cocaína na Amazônia Legal cresceram 94% entre 2023 e 2024. Em Rondônia, o aumento foi de mais de 1.000% entre 2019 e 2023. Em todo o Brasil, foram apreendidas cerca de 138 toneladas da droga em 2024, um número que revela a imensa quantidade que consegue atravessar as fronteiras e circular pelo território nacional.
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Fonte: Gazeta do Povo
